Batman completa 70 anos… E daí? # parte 2

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Com atraso, pois prometi para ontem, mas aí vai a segunda parte do post sobre os 70 anos do Batman

A segunda “Batmania” ressurgiu em 1989, no cinqüentenário do Batman. Após o lançamento do filme Batman, com direção de Tim Burton, uma nova febre bombou os quadrinhos. Só que, em mais uma das diversas decisões editoriais estranhas, decidiram por aleijar o Batman.

O vilão Bane, que nascera e vivera numa prisão de segurança máxima, se submete ao experimento com a droga Veneno (já apresentada a nós em Contos do Batman: Veneno), dando-lhe grande força e agilidade. Estudando o melhor local para tentar se tornar o Rei do Crime (sem querer tirar o título de Wilson Fisk), ele escolhe Gotham City, no intuito de derrotar o Batman e se mostrar o maioral.

O Batman ainda estava abalado com a perda do seu segundo pupilo, Jason Todd, durante a minissérie “A Death in the Family”. Mesmo com o terceiro parceiro, Timothy “Tim” Drake, ajudando-o, Batman/Bruce Wayne não superara a perda. Para piorar, Bane e seus parceiros, que fugiram de Santa Prisca, soltam todos os maníacos do Asilo Arkham, deixando o Batman completamente fadigado. Assim, num ato de crueldade, Bane levanta o homem-morcego e quebra sua coluna (a cena é inesquecível!). Daí por diante, foi uma decisão editorial mais equivocada do que a outra. Jean Paul Valley, o Azrael, se torna um novo Batman e derrota o Bane. Só que sua violência desmedida faz com que o Batman fique desacreditado. Bruce Wayne tem a coluna curada milagrosamente pelas mãos da médica Shondra Kingsolving. Retorna à Batcaverna, retoma a máscara e passa para seu primeiro pupilo, Dick Grayson (agora Asa Noturna), até poder reassumir o manto.

Quando Bruce reassume, reforma o uniforme, deixando mais escuro e mais sombrio. Mas os conflitos não cessam, então ele enfrenta um contágio do vírus Ebola Gulf-A durante a minissérie “Contágio”, descobre que o responsável é ninguém menos do que Ra’s Al Ghul, durante a minissérie “Legado do Demônio”, depois disso, quando pensou que tudo se acalmaria, enfrenta um terremoto em Gotham City, durante a saga “Terremoto”, que abala a cidade e a define como alto risco, fazendo com que os Estados Unidos isole-a e transforme num território inóspito, durante a minissérie “Terra de Ninguém”. Depois da recuperação da cidade por ninguém menos que Lex Luthor, Gotham pensou que nada mais aconteceria, quando surge o Máscara Negra, que deseja tomar a cidade de assalto, se tornando um dos poderosos chefões da cidade do Batman.

Lógico, durante todo este tempo, Batman enfrentou a tudo com garra e com seus parceiros ao lado. Mas em certo momento, “ele” (para não dizer os roteiristas Greg Rucka e Ed Brubaker) decidiu que deveria trabalhar sozinho no caso do assassinato de Vésper Fairchild. Assim foi a minissérie “Bruce Wayne: Assassino?” e “Bruce Wayne: Fugitivo”, onde ele se torna um criminoso e o Batman tenta resolver este caso sozinho, se afastando de todos os outros, menos seu fiel mordomo, Alfred Pennyworth.

Quando Batman consegue descobrir o verdadeiro assassino, decide estabelecer o Bat-Squad, um esquadrão formado por Asa Noturna, Robin III, Batgirl III, Oráculo, Caçadora, Mulher-Gato (temporariamente). Stephanie Brown, uma jovem atleta, filha do Mestre das Pistas e que veste a fantasia da vigilante Salteadora.

Batman não a aceitou no Bat-Squad, mas quando Tim Drake precisou deixar de ser Robin, por causa de seu pai, foi Stephanie que assumiu o manto do menino-prodígio. Isso durou pouco tempo, mas ela teve acesso a Batcaverna e descobriu Jogos de Guerra, elaborados pelo Batman, no caso de acontecer algo parecido como ocorreu durante a Terra de Ninguém. Ela ativou os Jogos, para mostrar ao morcegão que era capaz de ser uma grande vigilante, mas quebrou a cara, quando o Máscara Negra terminou atacando-a. Ela poderia ter sido socorrida por uma velha amiga do pai de Bruce, a Dra. Leslie Thompkins, mas esta se recusou a fazê-lo, e Stephanie foi dada como morta.

Durante este tempo todo, Batman teve muitas graphic novels e minisséries memoráveis, mas as que mais marcaram faziam parte da coleção Legends of the Dark Knight, onde vários roteiristas tinham liberdade de definir quem era o Batman. Sagas como Shaman, Gothic, Acossado, Veneno, Duelo, Devoção, Asas, Faces, Gangues, Lâminas, Estufa, Tão, De Volta à Sanidade, Criminosos, Lobisomem e Coma e muitos outros, faziam parte de Legends of the Dark Knight e ajudaram a definir o novo universo do Cavaleiro das Trevas, que havia recomeçado em Batman: Ano Um. O que mais ajudou foram duas minisséries, com roteiros de Jeph Loeb e desenhos de Tim Sale, chamadas “O Longo Dia das Bruxas” e “Vitória Sombria”, que contavam de sua forma os primeiros dias do Batman como vigilante em Gotham e seus primeiros encontros com seus arqui-inimigos.

No ano em que Jogos de Guerra acontecia, Dan DiDio assumiu o cargo de Editor-chefe e Vice-Presidente Sênior da DC Comics. Daí então veio a saga Silêncio, onde o Batman enfrentava um vilão que escondia o rosto atrás de bandagens e se auto-denominava Silêncio. Ele contratou todos os inimigos do Batman, na intenção de destruí-lo. A saga foi escrita por Jeph Loeb e desenhada, como maestria (devo dizer!) por Jim Lee. O final da saga foi à coisa mais sem nexo, deixando muitos buracos, que tentavam tampar até a pouco tempo. Mas conseguiram um feito único, durante esta administração de DiDio.

[Amanhã tem a terceira e última parte]

Leia também:

Batman completa 70 anos… E daí? # parte 1

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