Crítica: O Hobbit

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Em uma toca vivia um Hobbit…


Eu fui assistir O Hobbit, sob direção de Peter Jackson (trilogia O Senhor dos Anéis), e logo que começa a projeção você já percebe de cara que será algo épico, como seu predecessor, mas já sabendo que a história é anterior à saga da Irmandade do Anel.

Mas para aqueles que conhecem ao livro, logo percebem a diferença, pois o começo do filme tem um início bem distinto, mostrando o Condado, 60 anos depois dos acontecimento que tornaram Bilbo Bolseiro (Iam Holm) um dos maiores aventureiros do seu povo.

Logo de cara, é ele quem aparece procurando seu livro vermelho, onde ele faz a narrativa “Lá e de volta outra vez”, que pretende deixar para seu sobrinho, Frodo Bolseiro (Elijah Wood), quando partir para Valfenda em O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel. É assim que começa a nova franquia, que logo depois dessa introdução viaja para o passado, mostrando a região do Condado e logo chegando ao Bolsão, aonde está o jovem Bilbo Bolseiro (Martin Freeman) sentado do lado de fora de casa, fumando um cachimbo, quando chega o bom e velho mago Gandalf (Ian McKellen), o cinzento.

As mudanças em comparação ao livro permanecem, mas nada que atrapalhe a trama ou o enredo do filme, que é mais voltado para a aventura, mas mantendo o fantástico, que sempre foi um dos objetivos de Tolkien ao escrever todas as aventuras da Terra Média.

Mas existe a introdução de conflitos intensos que não são mencionados no livro, mas podem ser encontrados em várias outras histórias que Tolkien desenvolveu em O Silmarillion e Os Contos Inacabados de Númenor e da Terra Média. Um deles é a rixa entre elfos e anões.

Já em O Senhor do Anéis – A Sociedade do Anel, podemos ver os conflitos entre as raças vem de tempos bem antigos, algo que só é melhor entendido em O Silmarillion, no momento da criação das raças. Outro grande confronto é entre os anões e os orcs.

Em O hobbit, durante vários momentos Tolkien menciona a Batalha de Moria, aonde vários orcs mataram anões e conquistaram a cidadela deles. Foi nesta batalha que Thorin recebeu a alcunha de Escudo de Carvalho e conhecemos Azog, que se torna muito importante para o filme.

Outro personagem que surge no filme é o mago Radagast, o marrom, que na representação de Peter Jackson virou um mago-hippie da Terra Média, que ama viver cercado pela natureza.

Apesar de Radagast apenas ganhar um breve menção no livro O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel, ele tem longas cenas para criar uma trama paralela no filme (que possivelmente ganhará mais importância nos dois próximos longas).

Mas apesar de tanto conteúdo, Jackson não perde o foco de contar a história que gira em torno do nosso querido Bilbo Bolseiro, tanto que, como Tolkien faz, o diretor coloca Bilbo em todas as cenas mais importantes do filme, principalmente quando ele encontra aquele que será o motivo da trilogia d’O Senhor dos Anéis.

O encontro dele com Gollum é uma narração dos acontecimentos do livro. Está tudo ali, simplesmente fantástica.

O que se pode concluir é que, Peter Jackson, mais uma vez, conseguiu realizar um épico que será adorado por muitos fãs de Tolkien e será comentado como até hoje seus livros são.

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