Lembra de [BP]Páginas da Vida:cds[/BP], novela de Manoel Carlos em que ao final de cada capítulo um anônimo dava algum depoimento sobre sua vida frente à câmera? Pois é, a próxima novela das oito, Viver a Vida, também será assim.
O folhetim (também de autoria de Manoel Carlos), que substituirá [BP]Caminho das Índias:cds[/BP], trará pessoas desconhecidas dando relatos sobre momentos de suas vidas ao fim da novela. As informações são da coluna Controle Remoto, do jornal O Globo.
A Globo só precisará tomar cuidado para não repetir o episódio que ocorreu com a doméstica Nely Passos…
A novela só estréia no segundo semestre desse ano e a única certeza sobre a história é que teremos uma Helena. Mais detalhes sobre a trama só nos próximos meses.
[BL]Trilha de Três Irmãs:cds[/BL]
Eu descobri ser portadora de ESCLEROSE MÚLTIPLA ,em janeiro de 2008.
Tive um siurto tão fiorte que me deixou na cadeira de rodas em 20 dias.
Após descobri o diagnóstico certo foi tudo muito rápido ,estou tratando e estou muito bem.
Quero dar meu depoimento pois com certeza minha vida só melhorou após a doença.
Gostaria de saber como posso enviar um depoimento. Desde já. Obrigada.
Olha Manoel Carlos sempre gostei de suas novelas pois sempre foram muito inteligentes mas essa ta dificil de assitir essa Helena é muito ruim e vamos combinar ela é tão criança assim como a Luciana espero que essa Helena tenha o pior final de todas enfim estou com a Tereza e não abro a Helena é muito chata olha vc já fez coisas melhores um abraço.
gostaria de saber com mandar meu depoimento pois tenho uma história muito parecida com a da personagem da aline moraes (luciana).
Sofri um acidente estes ano onde fraturei a c7 e com luxação na c5 e c6 estou tendo uma ótima recuperação.Mas vou precisar realizar outra cirugia…
Olá, me chamo Simone tenho 35 anos, profissão enfermeira em 2008 ao passar minhas férias em salvador sofri um acidente de moto durante uns de meus passeios.Passei pelos piores momentos sempre tive uma vida ativa cuidando de pacientes críticos e graves e de repente me deparo dentro de uma ambulância com sirene ligada médicos ao meu redor fazendo várias perguntas foi ai que passou um rápido filme na minha cabeça comecei a imaginar que era eu quem realizava aquele tipo de trabalho eu tinha pressa em socorrer as pessoas minimizar suas dores confortar familiares .Ao chegar no hospital a recepção era idêntica aos cuidados prestados por mim quando estava em serviço os médicos souberam que era enfermeira então disseram que era para ficar tranquila mais que o caso era grave e que talvez tivesse que amputar a perna foi quando devido a muita perda de sangue tive uma síncope quando acordei da cirurgia estava toda enfaixada devido também a grande perda de tecido de pele pelas queimaduras do asfalto e um fixador no pé até que fiquei por dois dias no hospital aguardando a transferência para São Paulo, pois não queria que amputassem minha perna lá ,queria que os médicos do hospital onde trabalho me avalia-se e descarta-se a amputação para minha angústia eles acompanharam meu sofrimento e não tiveram coragem de dizer que realmente não teria jeito eu continuar com a perna .Fiquei por 6 meses usando fixador na perna.Até que chegou o dia de retirar e o meu pé sem função nenhuma não respondeu ao tratamento,então procurei o médico especialista em amputação ao qual me indicaram e ele conversando comigo foi me tranqüilizando motivando e incentivando a tomar decisão que seria a melhor com certeza iria retomar novamente a vida voltar a trabalhar coisa que eu queria naquele momento e isso o médico afirmou que eu teria uma vida normal.Então em agosto de 2009 no próprio hospital que trabalho foi programada a minha cirurgia .Internei na véspera para realização de alguns procedimentos notei que algumas colegas de profissão com um certo receio em me ver pela situação que iria passar não me visitaram Admito eu que não tiveram coragem, pois sempre me viram alegre.Ao chegar no centro-cirúrgico avistei meu médico isso me tranqüilizou bastante logo fui pra sala de cirurgia ah! Sem contar que não quis que ninguém de meus familiares soubessem para não deixá-los triste com a situação.Quando acordei já estava no quarto a primeira coisa que fiz foi olhar para minha perna confesso que fiquei chocada até achei que tivessem retirado uma grande parte além do que imaginava.Fiquei 2 dias internada e ao chegar em casa minha mãe quando me viu percebi que ficou sem alicerce sua fisionomia transformo-se ao me ver sem perna.Os primeiros dias foi um pouco difícil devido as dores fantasmas que nada mais é a sensação de estar com minha perna provocada pela dor na ponta do pé coceira,formigamento mais tudo isso o médico havia explicado.Já no 2º mês de amputação comecei ir à academia fazer exercícios já que havia perdido toda musculatura da coxa com muita garra e dedicação freqüentava todos os dias pessoas me viam como uma guerreira pela força de vontade em encarar a situação e superar outros observavam com olhar de lamentação enfim o importante é que eu começava a ver o resultado que era satisfatório.No dia 06/10/2009coloquei a prótese fiquei tão emocionada afinal andar sem auxilio de muletas após um ano é uma vitória e tanta.Só que a alegria durou pouco devido minha ansiedade e pressa em andar as dores iam aumentando a cada dia tendo que ser feito vários ajustes na prótese .Minha fisioterapeuta dizia que as dores diminuiriam conforme o tempo de uso da prótese.Retomando as aulas na academia agora com a prótese eu achava o Máximo afinal era o centro das atenções comecei a ir para todos os lados sozinha pois já estava dirigindo voltei a usar minhas saias,shorts,vestidos sem nenhuma vergonha em mostrar minha prótese .Hoje posso dizer que só tenho a agradecer à Deus por ter me deixado viva para poder dar esse depoimento, a minha família que sempre tiveram do meu lado compartilhando todos os momentos ,a equipe médica que me acompanhou e contribuiu na minha reabilitação e na minha força de vontade por ter acreditado em mim mesma que preconceitos e dificuldades somos nós mesmos quem criamos .Minha lição e saber encarar os novos desafios que a vida me proporcionou com alegria ,maturidade e conhecer novas pessoas que passaram pelos mesmos caminhos que eu e hoje também são exemplos de garra e determinação.